USAR O LIVRE-ARBÍTRIO (TAMBÉM) É UMA OPÇÃO

Um assunto muito mencionado, durante aulas e consultas de Tarô, é o livre-arbítrio. De vez em quando, ao ensinar ou analisar Tarô, preciso parar o raciocínio para esclarecer esse tema.

Costumo dizer que livre-abítrio é um tema tão extenso quanto falar sobre karma. Porque envolve conceitos pessoais, conduta de vida, postura pessoal, religião, crença, fé… ou seja, é trabalhoso e requer respeito aos limites (tanto os próprios quanto os limites alheios).

Em momentos de mudança, de dúvida, de indefinição, desequilíbrio ou tensão, precisamos usar nosso livre-arbítrio com maturidade. Ou seja, para assumir uma mudança precisamos conduzi-la da forma mais adequada, para decidir algum impasse temos que ser realistas e justos, para definir alguma coisa devemos usar de firmeza através da escolha do caminho certo, e assim por diante.

Sendo assim, muitas consultas de Tarô se tornam delicadas quando damos a notícia ao consulente de que, quem decide, é ele. A decisão é sempre sua. Porque, se não tiver esse direito, essa opção, se tornarão fantoches da vida. Ninguém se sente totalmente à vontade sendo direcionado o tempo todo, sendo conduzido ou poupado de tudo. Já imaginou sua vida sendo totalmente gerenciada por outra pessoa? Outra pessoa escolhe suas roupas sua carreira, sua relação, seus amigos… como seria?

Da mesma forma que queremos escolher o que nos cerca (na maior parte da vezes, pelo menos) precisamos estar preparados para decidir coisas – supostamente – mais importantes. Tanto o tarólogo quanto o consulente detestam lidar com esse momento. Mas não tem jeito. Não podemos, não devemos, escolher em seu lugar. Nem você gostaria disso, depois que visse os resultados da escolha feita por outra pessoa em sua própria vida.

Pode parecer estranho ouvir de um tarólogo ” A decisão é sua”. Pode parecer que a consulta não serviu para nada. Contudo, não é certo falarmos o que você deve fazer ou escolher. Esclarecemos as opções, explicamos o momento e a situação, até explicamos sobre pontos que não são vistos com facilidade. Mas, dar a decisão seria invasão, seria autoritarismo, seria castração.

Portanto – tarólogos e consulentes – estejamos prontos para esses momentos. Não poderemos ajudar a todos como se espera. E os consulentes nem sempre ficarão felizes ao ver que continuam precisando arcar com as opções responsáveis de suas vidas. A liberdade é importante para se construir a experiência de vida, a sabedoria, a maturidade. Quem não escolhe por si, não aprende a ter fé em sua capacidade, não sabe o que é confiar em seus instintos, não conhece seu próprio poder. O tarólogo estará aqui para devolver-lhe seu poder e não para roubá-lo. Você prefere viver integralmente, ou deixar que decidam seu futuro em seu lugar? A decisão é sua. A decisão deve ser, sempre, sua.

Boa Semana

Abraços

Kelma Mazziero

FONTE: http://blog.kelmamazziero.com.br/?p=182

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