QUERER É ESCOLHER

Algumas situações da vida pedem escolhas. E nós, perante algumas escolhas, ficamos tensos e inseguros. Isso porque percebemos que, a cada escolha, é inerente uma consequência ou um resultado. E – lógico – ninguém gosta de “errar” em suas decisões optando pelo caminho que gera resultados inesperados ou desfavoráveis.

O que nem sempre pensamos é que fazemos escolhas o tempo todo, em nosso cotidiano, mesmo que seja de forma pouco consciente. Por exemplo: o mero impulso de querer alguma coisa já é uma escolha natural. Se eu quis viajar nas férias naturalmente fiz uma escolha. Poderia ter ficado em casa estudando, poderia ter feito um curso, poderia não ter feito nada! Mas senti vontade, quis e realizei. Todo o processo das férias, nesse caso, estava atrelado a uma escolha (aquilo que eu tive vontade de fazer e resolvi fazer). Outro exemplo: gostei de alguém e resolvi investir nessa pessoa. Isso mostra que a escolhi. Você pode estar pensando que “gostar não se escolhe”, e isso é verdade. O gostar acontece, brota, surge dentro da gente. Mas investir na pessoa e batalhar para estar com ela é uma escolha. Poderia gostar e não fazer nada, ou tentar buscar interesse por outra pessoa, ou ainda sofrer em silêncio sem agir. Novamente, a partir de uma emoção ou sentimento, é feita a escolha e dela surge um resultado.

Sendo assim, decisões são gestos que fazem parte de nós, expressam nosso querer. E, quando à nossa frente surge uma bifurcação, a insegurança e hesitação mostram apenas que não sabemos ao certo o que queremos, qual o melhor caminho a seguir. Caso contrário, nem perceberíamos a indecisão, simplesmente agiríamos – quase que imperceptivelmente – escolhendo. O que nos deixa indecisos é a pouca clareza do que queremos perante uma dúvida.

Cabe lembrar aqui que gosto de escrever na primeira pessoa do plural justamente porque me incluo nessas experiências de vida, evitando criar reflexões que sirvam só para os outros. Quando digo “todos sentimos” ou “todos vivemos” me refiro ao processo que todos passam e experimentam, em diferentes momentos da vida, em distintas idades e diversos graus de percepção também. Porém, ao me incluir, não estou aqui dando minha opinião, mas fazendo uma análise cotidiana (ou comportamental) de uma lâmina do Tarô. No caso desse artigo – Os Enamorados – temos o ensinamento sobre nossas próprias decisões. O quanto supervalorizamos as escolhas ou os momentos de optar, sendo que, fazemos isso inúmeras vezes sem ao menos perceber. É uma questão de intensidade em nosso “querer”.

Enfim, o Arcano VI nos mostra as diversas dimensões de nosso querer. Quando queremos muito escolhemos sem pensar. Quando não sabemos o que queremos diante de algo, ficamos indecisos. E, nessas horas, o melhor a fazer é temer menos o erro e crer mais na intuição. Nosso rumo, quem traça, somos nós. E é por isso que, sempre que possível, poderemos reverenciar as alternativas a fim de continuarmos caminhando cientes de que tudo em nossa vida é fruto de nossa opção e de nossa essência.

Boa Semana a Todos

Abraços

Kelma Mazziero

FONTE: http://blog.kelmamazziero.com.br/?p=212

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