DIGA SIM ÀS SUAS RAÍZES

Para encerrar a “quadrilogia” sobre o Imperador – que rege 2011 – escreverei um pouco sobre sua parte espiritual. Já foi publicado aqui no Blog um dos temas materiais (a manutenção), também um dos aspectos mentais (as regras), outro ponto sentimental (a confiança) e agora fecharei com o lado espiritual: as raízes.

É comum olharmos para a simbologia do Imperador e “categorizarmos” como alguém que realiza, mas é mentalmente tosco ou afetivamente limitado, tendo ausência completa de espiritualidade. Se fosse assim, 2011 estaria fadado ao fracasso, não é? O importante, realmente, é analisarmos as cartas além de seus “estigmas e rótulos”, para vermos muito mais do que meros significados. Aliás, seria bom fazermos isso com tudo na vida, para que o cotidiano se tornasse mais suave e menos discriminatório (quanto mais se fala em aceitar as pessoas como são, menos se permite a liberdade).

Esse ano exigirá muito de nossa capacidade no que se refere a manter coisas, lidar com mudanças sem perder os conceitos pessoais, respeitar as regras próprias ou alheias, redefinir a confiança… e também voltar às raízes. Muitos pensam que voltar às raízes é se conectar com outras pessoas, com descendentes e ascendentes. Contudo, não se deve esquecer das próprias raízes. Estar ligado à raiz é se conectar com aquilo que realmente se acredita, com seu “chão”, com aquilo que te dá fixação e suporte.

Vivemos um tempo de fragmentação interior. Hoje, quem dita nossa raiz -muitas vezes- são os outros. A moda, os conceitos, os julgamentos ou rótulos – e até o entretenimento – criam barreiras, delimitam identidades, rejeitam o natural. Não são todos (nem tudo) à nossa volta que geram essas marcas. Porém, se ficarmos desatentos, deixamos que o externo defina quem somos ou nos obrigue à adaptarmos o que somos em busca de uma adequação que nunca está boa aos olhos alheios. Nunca estamos magros o suficiente, nunca estamos felizes o suficiente, nunca estamos ricos o suficiente, nunca estamos cultos ou generosos o suficiente. Existe sempre alguém melhor ou algo mais adequado que a gente! E assim, instauramos um “buraco” interno, uma sensação de vazio, que nos dá o ímpeto de precisar de um parceiro, de um carro, de um tratamento estético, de um corte de cabelo. Não podemos viver com essas coisas por prazer, mas por aceitação social e familiar.

Sendo assim, meus caros, o ano pede Verdade. Realidade. Retorno às raízes. Estar em dia com a espiritualidade é conhecer sua missão e propósito de vida. Isso só é possível quando nossas raízes são conhecidas. Sabendo quem somos, poderemos ver nossa raízes, e de acordo com elas olharmos para a Vida com boa vontade.

Aceitemos nossa Verdade, nossas raízes, convivamos com nossa Natureza. Isso nos religa ao mundo exterior, sem criar relação dependente, e sim, laços respeitosos. Vamos viver 2011 com realismo. Sejamos conscientes de nossa Verdade. A natureza pessoal se alia à natureza que existe fora de nós, ensinando o respeito e a honra. Não vamos abrir mão do que somos e acreditamos para sermos aceitos. Toda verdade – desde que seja Verdade – não precisa ser imposta, apenas reverenciada.

Bom Ano de 2011, afinal, para todos nós!

Grande Abraço

Kelma Mazziero

FONTE: http://blog.kelmamazziero.com.br/?p=235

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